Músicas

A SETE CHAVES

Ela é a moça que sonha
O tempo não lhe escorregar
Seus segredos
Não vem à tona
Porque hão de se preservar

Como pode assim um coração
A sete chaves se trancar
Pode esconder a emoção
Com tanta ternura no olhar
É só lembrar pra ver

É, parece que ela tem na ponta dos dedos
O caminho que trilhar
Parece sofrer com a espera de tudo que sonhar
Mas é seu jeito de levar

Qualquer coisa que lhe destoa
É pouca para lhe faltar
Sabe a hora de rir a toa
E também a hora de chorar

Ela pode ter um novo amor
Para em mil pedaços revirar
Peca na incerteza da paixão
Mas num passo sabe contornar
É lembrar pra ver

É, parece que ela sente as cores do vento
E o destino que traçar
Parece temer a força que vem de dentro
Encantar, pra nunca mais me deixar
Pra sempre me levar

TODOS OS AMORES SÃO IGUAIS

Ele não lembra quando tudo começou
mas já sabia que daquele jeito não daria
rodou o mundo atrás de uma solução
ignorando o que já viveu

Não tinha medo de reconciliação
Mas previa toda confusão que haveria
Pediu um tempo pra enganar o coração
brincando de recomeçar

Demorou a entender
A grande ilusão
De que amor é sempre um só
O resto é figuração

Dessa vez acabaram com certeza
Lá lá lá mas voltaram outra vez
E já discutem pela sobremesa
Porque todos os amores são iguais

Ela acordou com uma certa inibição
Seus braços caminhavam sobre a cama vazia
Se deparou com aquela solidão
E perdeu a razão

Só passou a entender
a mitificação
Que estar triste é estar só
O resto é só distração

Dessa vez acabaram com certeza
Lá lá lá mas voltaram outra vez
E já discutem pela sobremesa
Porque todos os amores são iguais

Ele só queria se fazer feliz
Preenchendo o tempo com um outro alguém
Mas seu vazio é o coração

LÁPIS DE CARVÃO

Vi seus olhos claros e seu batom
Desmontando sentimentos
Descontando frustrações

Fiz a tua boca à lápis de carvão
Revivendo fantasias
Remoendo sensações

Rasguei as fotos só de um lado
a lado separando o que é meu
Quebrei aquele emoldurado
Velho que um dia você me deu

Vai se guiando pelo vento
Que eu sei me cuidar bem só
Vai disfarçando o sentimento
Até te dar um nó
E se for se arrepender
Guarde tudo pra você
Porque pra mim já acabou

Vi seus olhos claros e seu batom
Revivendo fantasias
Superando frustrações

Eu fiz a sua boca à lápis de carvão
Desmontando fantasias
Descontando frustrações

ÀS VEZES UM CLICHÊ

Pode ser assim
Como um “beijim” de “passarim”
De uma leveza perspicaz
Quando eu dou por mim
Eu não estou mais tão sozinho
Tenho a beleza da cidade

É que assim talvez
A vida é boa
E tão à toa custa a acreditar
E tudo que acontece
A gente teme
Na certeza desse caminhar

E quero que você me leve
Do seu jeito e do seu modo
Não quero que você carregue
Nenhum peso pelo medo de gostar
Às vezes de um clichê

Posso ser assim
Um pouco alheio do seu ser
Mas é meu jeito de viver
Nenhuma frustração
Calejaria o coração
Sem essa gana de vencer

E quero que você me leve
Do seu jeito e do seu modo
Não quero que você carregue
Nenhum peso pelo medo de gostar
Às vezes de um clichê

ENQUANTO SÓS

Se esse sol não vier
O amanhã é pouco pra dizer que é só ilusão
A escuridão
Se essa cor não vier
Preto e branco é todo universo de habitação
Pra se perder, se achar e se entender
E reviver

Eu só queria ter você no coração
Sem ter toda essa tristeza
Em que pese ser amor
Nunca temos a certeza
De que estamos sós, até o fim

Toda dor pesa a fé
De que um dia o tempo feche essa cicatrização
Sem dar vazão…
Mas toda paz é tão certa
Quanto a alegria de saber lidar com a solidão
E perceber, na realidade crer
Pra renascer

Eu não queria emudecer com a razão
E emitir tanta frieza
Se pudesse ser mais são
Ia ver toda beleza
De que enquanto sós…
Somos união

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